Bom, o primeiro texto de um blog tem que ser extraordinário, com meio, começo e fim. Porém, eu vou fugir dessa regra e inverter a situação. Afinal, para um blog ser único, ele não pode ser igual aos outros! Lá vai a minha história que parece emocionante, mas na verdade, é apenas um sonho, que pode se tornar realidade:- Jura? Então todo esse tempo de espera não foi em vão? Jura mesmo? Eu nem acredito! Isso é demais! Demais mesmo.
Audrey mal podia conter seu entusiasmo, era impossível não ficar feliz com a noticia encantadora que ela tinha acabado de receber. Para uma menina como ela era inviável ignorar um acontecimento tão esplendido como esse. Parecia que o mundo era feito de bala de goma e chocolate, e um gostinho cheio de empolgação e alegria transcorria pelas suas veias, era delicioso.
- Vai, explique com mais detalhes e me belisque depois, porque eu não estou acreditando! – Audrey disse para Lisa, sua velha amiga.
- Ah, tudo bem. O Josh está afim de você, afim mesmo. Ele contou pro Marc, que contou pra Anne, que me contou sem querer. Acho que ela esqueceu de um pequeno detalhe: nós somos melhores amigas.
- Ta, ta, mas o que ele disse? Com quais palavras?
- Aí eu já não sei. Ela só sabia isso. Didi, não fique com tantas expectativas, vai que entenderam errado? Eu não quero que você saia machucada.
- Mas Lisa, eu meio que já sabia. Uma menina sente quando um garoto gosta dela, gosta mesmo. E apesar da falta de indiretas ou demonstrações de afeto, eu sabia. Quando olhava nos olhos dele, quando a gente conversava sobre certos assuntos, quero dizer... Eu não sei explicar. Acho que nós, garotas, simplesmente sabemos.
- Eu nunca fiquei sabendo e não sei até hoje – retrucou Lisa com uma pontada de inveja na voz.
- É porque você não achou o cara certo. Digo, eu sou amiga do Josh desde a quarta série e ele sempre foi meu melhor-amigo, a gente conversava sobre tudo e até a sexta série eu não confundia nossa amizade com amor. Porém, com treze anos eu comecei a gostar dele, mas eu não queria atrapalhar toda amizade que a gente tinha construído, então eu simplesmente ignorava os meus sentimentos e tentava não dirigir minha atenção a qualquer forma de emoção que ele pudesse demonstrar por mim, mesmo que ele nunca demonstrasse. - Até esse ponto Lisa foi compreensiva, mas ela não queria ficar ouvindo uma história que ela já conhecia de cor e salteado - Ai, Lisa, quando a gente fez 14 anos eu já estava louca por ele! Apaixonada! Sonhava com ele e só pensava no que aconteceria se meus desejos se tornassem realidade. Sempre que eu via uma estrela cadente eu pedia para ele sentir o mesmo por mim. Então, você não faz idéia de como eu estou me sentindo por saber que eu finalmente vou ser correspondida...
- Eu sei sim. E é por isso que eu estou preocupada, nem sei se devia ter te falado. A gente está no segundo colegial, mais um ano e meio e vamos pra faculdade. Ele demorou tanto para te corresponder. Será que vale mesmo a pena? Será que ele sente o mesmo por você? Pensa bem Di...
- Eu sei, eu sei! Não se esqueça que eu estou apaixonada e, portanto, não me responsabilizo pelos meus atos, eu não quero mais sofrer por ele! Quero me arriscar, curtir, aproveitar todos esses anos que eu esperei! Eu fiquei só com dois garotos, como você sabe, mas as duas vezes foram horríveis! A primeira porque eu não queria e a segunda porque ele não mexia a língua, mas o motivo principal por ter sido tão asqueroso é que eu só fiquei por ficar. Já que estava apaixonada pelo Josh, eu não conseguia parar de pesar nele e nem mesmo curtir com outro.
- Bom, você decide o que fazer. É que eu não quero que você saia dessa relação frustrada e machucada.
- Não se preocupe. Amanhã, na padaria, eu vou tentar entrar nesse assunto, ou fazer com que ele entre. Vamos ver no que dá, quero ouvir com meus próprios ouvidos.
- Boa sorte, Didi.
Continua...
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